entre:
entre outrens
neste ventre
de carne e metal
onde o entra-e-sai de cada dia
insinua um nascer além do sol,
além do sal que sai da fronte do ente
entre outrens.
os olhos translúcidos
(cortados pelos raios de um sol calmo)
reverberam ideias invisíveis,
insolúveis,
insolentes:
INSURGENTES
entre outrens
no limiar do pensamento
sempre o fim da linha,
o fim do dia
expelido para o mundo,
o ente deambula seus caminhos e agruras.
já não importa o ponto que ocupa no espaço e no tempo:
o fim e o começo são momentos
da mesma tessitura
que o leva sempre adentro do ventre
entre outrens:
entre
(dezembro, 2011)
entre outrens
neste ventre
de carne e metal
onde o entra-e-sai de cada dia
insinua um nascer além do sol,
além do sal que sai da fronte do ente
entre outrens.
os olhos translúcidos
(cortados pelos raios de um sol calmo)
reverberam ideias invisíveis,
insolúveis,
insolentes:
INSURGENTES
entre outrens
no limiar do pensamento
sempre o fim da linha,
o fim do dia
expelido para o mundo,
o ente deambula seus caminhos e agruras.
já não importa o ponto que ocupa no espaço e no tempo:
o fim e o começo são momentos
da mesma tessitura
que o leva sempre adentro do ventre
entre outrens:
entre
(dezembro, 2011)
FOTO: Sueliton Lima
