eu estive com a beleza
sem médias, sem rédeas
em si e só:
beleza desnuda
despidos numa manhã caótica,
nossos corpos se equilibravam
num movimento sincrônico -
irônico encontro de almas
contrastando com o cinza d'aurora,
a brancura da pele que agora
me encobria com sua luz sutil:
alumbramento!
o som suave do vinil
entrava pelas frestas,
pelos poros, pelos olhos,
que já não viam
enternecidos,
involuntários e convulsivos,
sentíamos o ritmo
da pura sensação de ser,
do ser que não espera,
do corpo que traz na pele
o gosto de flores da primavera
(abril, 2013)
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