para Mayara Oliveira
ao som de Glósóli - Sigur Rós
olhos atemporais:
etéreos
pequeno mar de translúcidos espelhos
glaciais:
arranham-me os ossos;
congelam-me as artérias,
e o sangue se debate lento
na vontade de continuar correndo
o tempo se distrai
se desfaz
as dimensões se misturam
em um lugar de gravidade zero
o corpo flutuante -
que já nem sei se é meu -
tenta segurar as cores
que explodem na palma das mãos
e se transformam em luz:
ofuscante clarão
num universo escuro
seus olhos:
múltiplos em seus quereres,
em seus poderes
poesia imediata,
inexata
impossível.
(agosto, 2013)
Musica para coito! Linda poesia !
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